quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Integral ou semi-desnatado? Vai aí?

Tenho pensado bastante em como ser crente em tempo integral.

Já fui Missionário em tempo integral, já fui Pastor em tempo integral, ou seja, recebia da Igreja, vivia na Igreja, me dedicava a Igreja, etc, etc...,  ah, mas tinha meu dia de folga, rsrs, e nesse dia folgava, descansava um pouco, mas fico pensando se já fui crente em tempo integral.

Meu foco era fazer a Igreja funcionar, o culto acontecer e as vidas serem assistidas, nesses últimos 15 anos.
Hoje reconheço que meu foco era dentro, a endo-Igreja.

Há 4 anos meus olhos começaram a enxergar uma nova realidade. Como Jesus em Marcos 6:34.
E meus pés me levaram por outro caminho.

Penso que isso tenha muito a ver com chamado. e isso é muito pessoal.
Tem muito a ver com a vocação para o serviço, e aquele não era o serviço que eu era vocacionado.

Entenda bem, nada a ver com a questão Igreja. com os processos internos, mas eu olhei fora da janela e meu coração doeu.

Penso que foi assim com Jesus ao descer do barco.

Outro dia aprendi uma frase: "Vocação continuada". Daí fiquei pensando o quanto podemos ser crentes meio- período. Ou meia-boca.
Pensei em como ensinar as pessoas a aplicar isso á suas profissões. A viverem isso. A não interromperem sua comunhão com Deus por nada, mas não de um modo contemplativo, mas real e eficaz.

A figura ´que me chama a atenção é a de um Diplomata cuidando dos negócios de seu País.
Todo tempo representando e exalando a cultura de quem ele representa.

A Igreja reunida no Domingo é uma benção!!! Mas imagino esse Diplomata fora de seu País. Ele pode perder a sua identidade? Esuqecer-se de seus laços Pátrios?

Penso que esse Diplomata é a Igreja espalhada durante a semana é a exo-igreja, o sal fora do saleiro salgando o mundo, dando sabor, dando o tom, defendendo os interesses do Reino que representa.
Como aplicar isso no seu dia a dia? No seu trabalho? Na sua escola?

Sem dúvida caráter é uma das primeiras palavras a serem lembradas. Atitude, posicionamento, fé, etc, etc...

O mundo já foi abalado pela fé de uns poucos homens. Nações também. Sistemas eclesiásticos idem.
O que podemos fazer para abalar nosso sistema de vida?

Não. Por favor, não me pergunte para que causar abalo! Não me diga que você já se acostumou.

Nosso chamado é muito maior do que ir a Igreja aos Domingos, mas, pense comigo, o que um crente-integral pode causar na sociedade?

É só ver o que o semi-desnatado faz. E não fazer igual.

Vai um cafézinho aí?

domingo, 14 de agosto de 2011

Bem vindo!!! A casa (não) é sua

Aprendi há algum tempo atrás com Kenneth Hagin sobre planos, propósitos e práticas.
Aprendi a nos balisarmos nesses 3 parâmetros divinos para que a nossa caminhada seja realmente aferida por padrões espirituais.
E vejo que por mais que tentemos, ás vezes escapamos desses santos parâmetros.

Penso que nossos "achismos" eclesiásticos originam boa parte desses desvios de conduta. Creio que eles já causaram confusão demais no meio Cristão, e que hoje, a verdade está estampada para quem quiser ver, é só observar os frutos de cada vida e de cada ministério.

A questão não é só observar números ou resultados financeiros, ou aparência estética de nossos templos.
Minha pergunta é: Onde estão os frutos do Reino?
Será que esquecemos quem é o dono da casa? (ou da obra).

Convido você a fazer parte desta missão conosco, afinal, queremos que ela seja mais que uma missão, mas um movimento. Um movimento que traga o Grande Rei.
Queremos convidá-lo a pensar, repensar e se necessário redefinir sua atuação ministerial, o escopo da Igreja e a aplicação da Palavra. Veja bem, a aplicação, não somente o ensino.
Muitas Igrejas estão verdadeiramente ensinando, mas não cobrando a aplicação dessa Palavra nas vidas de seus membros. Apenas ensinam e deixam isso para eles.

Não pensamos assim. Queremos ajudar pessoas a se converteram. Não apenas a irem às Igrejas.
Queremos ser mais crentes, ver mais crentes e despertar mais crentes vivendo essa Palavra.
Cremos numa geração despertada, inspiradora e profética e cremos que líderes serão despertados para levantá-la com grande poder. Esses líderes são o nosso alvo neste momento.

Líderes que queiram pagar o preço de ver essa geração nascer, que queiram ver seus nomes mais famosos no céu do que na terra, que entendam que seus filhos na fé, talvez, tenham um chamado maior que o deles próprios, mas que eles serão pais dessa geração.

Faça parte desse movimento conosco. Contamos com você...

                                                                                                                                                              Pastor Fernando Manhanini  &  Pastora Cléa Manhanini

Os doze como conceito de liderança

Os 12 tem sido entendidos como um número místico no evangelho.
Na verdade, por vezes, perdem a sua função essencial e não cumprem o seu propósito.
Em Nm 28 a estratégia de Deus traz cura ao povo, anos mais tarde, a mesma estratégia passa a ser deturpada pelo povo (e por sacerdotes levantados para perpetuá-la). Isso durou mais de 500 anos, até 2 Re 18:4. Só caiu quando alguém se levantou contra. Isso se chama reforma.. Volta ao caminho, ou como queira chamar.

Será que ninguém percebeu o que aconteceu?
A serpente havia se tornado mais importante que o propósito imdiato de Deus e já não picava corpos físicos, mas durante anos picou  e envenenou corações, afinal, um rito foi estabelecido em função dela, em função apenas de uma estratégia que já havia passado.

Estratégias divinas não são maiores que os propósitos de Deus.
Elas funcionam apenas em função desse propósito. Não tem vida em sí. Tem unção que vem de Deus para fncionarem especificamente no propósito cabível.

Quando passamos a entender os 12 como conceito de liderança, deixamos de lado o místico para entrar na área da prática.
Se não nos atermos apenas ao número, mas ao sentido que emana dele, passando de apenas um grupo de pessoas e alcançando o sentido da formação de liderança, cada qual no seu tempo, na sua velocidade e na sua maturidade, poderemos recuperar o seu propósito, unção e aplicação.

Gerações imaturas foram levantadas (na verdade não foram amadurecidas no processo) e com isso perdidas ou desprezadas pelo próprio despreparo e consequente falta de frutos. Tudo por não enxergar o propósito, ou enxergar algum outro equivocado.

E isso é responsabilidade pastoral. É nossa responsabilidade.
Não sei se você entendeu, amigo. É sua responsabilidade o que você aplica na sua igreja.
E não adianta culpar Deus no processo.

O fruto só pode ser exigido quando há cuidado e preparo. Lc13:6

Entender esse conceito implicito nos doze nos dá uma visão mais pastoral do processo, e implica em ter primeiro as estratégias para despertar, levantar e inserir essas gerações.
Isso se chama pastoreio.

A preocupação deixa de ser  o "ter" uma grande Igreja e passa a ser estabelecer um processo de natural de crescimento e formação de lideranças (na visão original do SENHOR), crescendo progressiva e sustentávelmente.

O erro é apenas uma questão de visão. Mas por envolver vidas nesse processo, torna-se necessário cuidado.
Pensemos então a quem nossa visão tem servido. A que propósitos. Qual seu fruto. E, por fim, o que temos feito das vidas que Deus tem permitido andarem conosco.

Seria bom se pudéssemos lembrar das primeiras vidas que Deus nos concedeu em nossa caminhada, e de tantas outras nesse processo. Onde estão, como estão e porque se afastaram.
Será que elas erraram tanto, não se adequavam ao modelo divino ou será que somos tão infaliveis e perfeitos?

Afinal, um pouco de colírio não faz mal a ninguém.